Redução do rombo da Previdência será só de 10%
Os servidores públicos, no ano passado, contribuíram com R$ 21,8 bilhões e deram ao governo despesas com inativos e pensionistas equivalentes a R$ 61,6 bilhões. Dessas diferenças, tanto no regime privado quanto no público, origina-se o déficit da Previdência, que em 2002 foi de R$ 56,8 bilhões. Para este ano, o MPS estima o valor da dor de cabeça em R$ 64,8 bilhões. Quem arca com o déficit é o contribuinte, seja público ou privado, através dos impostos. Os recursos usados para cobrir o déficit poderiam ser empregados, como ilustrou o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, para construir 1,6 milhão de casas. Por isso, quanto menor a capacidade do governo em fazer da reforma da Previdência um instrumento eficaz para equilibrar as contas, maior o prejuízo para os brasileiros em geral. Do jeito que está, a reforma vai propiciar um pequeno alívio às contas da Previdência, algo em torno de 10% na redução do déficit. Já é alguma coisa, mas problemas sérios continuarão pendentes. Um deles é o enorme contingente de brasileiros que está fora do sistema previdenciário: 40,7 milhões (segundo o IBGE) - 57,7% do total da população ocupada no país. (V.N.)





