O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Sidney de Souza (PTB), criticou as propostas que reduzem o percentual de repasse para os legislativos para 1,75% da receita corrente líquida dos municípios com arrecadação superior a R$ 500 milhões/ano ou com mais de 100 mil habitantes. É o que propõe por exemplo as emendas de autoria de Mário Heringer (PDT-MG) e Vitor Penido (DEM-MG).
''Isso não passa devido à falência das câmaras. Falam em aumentar o número de vereadores e reduzem o repasse a ponto das câmaras não terem condições de suportar. Criam um engodo à sociedade'', afirmou Sidney. A Câmara de Londrina, composta por 18 vereadores, tem direito a 6% da receita do município. Segundo Sidney, historicamente a Casa tem utilizado de 4% a 4,2% do total, e este ano, a previsão é que as despesas fiquem em torno de 3,6%.
''Tem que ser feita uma avaliação. A cidade de Londrina, por exemplo, não teria problema algum de reduzir (o percentual de repasse). É importante que se entenda que a proposta mais consistente é a do deputado Pompeo de Mattos, que, com base em simetria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) propõe ajuste de menos 0,5% nos repasses. Concordo com essa redução'', opinou o vereador.
Sidney ainda disse ser favorável a criação de mais três cadeiras em Londrina. ''A Câmara tem condições de suportar 21 vereadores. Tem uma emenda no projeto do Pompeo de Mattos que aumenta para 23. Eu não concordo. Para a cidade de Londrina, que por ser horizontal tem inúmeras demandas, o ideal é o número de 21 vereadores com 5,5% da receita'', concluiu.

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