O governo do Estado está gastando 40% a menos com as horas extras pagas aos servidores públicos estaduais. A informação é da secretária de Administração, Maria Elisa Paciornik, que chefia um plano de contenção de gastos a pedido do governador Jaime Lerner (PFL). Maria Elisa visitou a direção da Folha ontem à tarde, em Curitiba. A secretária informou que a medida está implantada e que deve avançar nas próximas semanas.
O corte nas horas extras, já em vigor, irá representar no decorrer desse ano uma economia de R$ 2,3 milhões. Em 98, a média de gastos com serviços fora do expediente, no setor público, foi de R$ 456 mil ao mês. Em janeiro desse ano, o Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal (Crafe), integrado entre outras pastas pela Secretaria de Administração, reduziu os valores para R$ 258 mil.
Maria Elisa informou ainda que, desde o mês passado, as horas extras só estão sendo pagas somente depois de justificadas com documentos. ‘‘Dá sempre uma diferença de um mês. Você apresenta os papéis comprovando o serviço extra, o valor é repassado em folha 30 dias depois. Isso dá mais segurança’’, explica a secretária, que se dedica nos últimos dias à difusão da proposta entre os Poderes.
No seu entendimento, as tarefas que podem ser cumpridas no expediente normal - das 8 às 18 horas - ‘‘não devem’’ mais ser executadas em horários alternativos. Maria Elisa promete para os próximos dias um cálculo mais preciso do montante de recursos a serem reduzidos com o corte de horas extras. A secretária aguarda a conclusão de relatórios de recursos humanos das demais secretarias informando o volume das horas extras pagas nos últimos três meses.
As horas extras pagas aos servidores cujas tarefas excedam o horário comercial, como por exemplo, as de fiscalização (da Fazenda ou de áreas que cuidam do meio ambiente) e as que obedecem a revezamentos por turno (funcionários que trabalham em penitenciárias) serão preservadas.

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