Cascavel - As medidas para contenção de despesas adotadas pela prefeitura de Cascavel no início de outubro deverão gerar uma economia de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos até dezembro. A administração municipal estuda a adoção de outras medidas até o final do ano, na tentativa de reduzir ainda mais os gastos e levantar recursos suficientes para pagar os fornecedores.
O secretário municipal de Finanças, Luiz Frare, explica que entre as principais medidas adotadas estão o corte das horas extras e a não-realização de obras de reformas em prédios públicos. Ele acrescenta que esperavam economizar um pouco mais com os cortes adotados, porém a previsão de R$ 2,5 milhões foi considerada satisfatória. ''Tomamos medidas de desaceleração da máquina que surtiram efeito'', completa.
Além das medidas de contenção, o município conseguiu aumentar sua arrecadação, recuperando R$ 200 mil da dívida ativa e R$ 200 mil do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN). Frare observa que a redução dos gastos será suficiente para pagar o 13º salário dos servidores públicos, mas que não cobrirá as dívidas com credores. Algumas delas serão pagas somente no próximo ano, pois, segundo o secretário, a prefeitura não deverá fazer empréstimos para quitar as dívidas.
O secretário de Finanças diz que ainda está sendo estudada a possibilidade de reduzir a carga horária dos servidores de 8 para 6 horas diárias de trabalho. A medida em análise traria economia média de 30% nos gastos do Poder Público. Segundo ele, a prefeitura gastou no primeiro trimestre deste ano, R$ 643 mil em energia elétrica. Com a redução de duas horas diárias, a economia seria de aproximadamente 25%, ou seja, média de R$ 53 mil mensais.
Luiz Frare observa que alguns investimentos que não estavam programados acabaram desiquilibrando o orçamento municipal. Entre elas, o pagamento de indenizações para desapropriação de terrenos para colocação de indústrias, reajuste de 7,5% para o funcionalismo público e o aumento de 30% no repasse para a Câmara de Vereadores.

mockup