Redistribuição de cargos ajuda a 'desinchar' cúpula
Curitiba - A nova estrutura de cargos comissionados por cada setor da Assembleia Legislativa, revelada pelo projeto de lei 720/2009, aprovado ontem em segundo turno, ''desincha'' a cúpula da Casa, que seriam os gabinetes da presidência e da primeira secretaria. Pelo projeto de lei, a presidência pode ter 15 cargos comissionados e o gabinete da primeira secretaria pode ter 14 cargos comissionados. Extraoficialmente, contudo, corre que o número de comissionados hoje nomeados para os dois gabinetes ultrapassa tal limite. Reportagem da FOLHA, publicada em agosto último, revelou 57 novas nomeações somente para a presidência e para a primeira secretaria a partir de uma pesquisa feita em 86 diários oficiais da AL, publicados entre 6 de outubro de 2008 e 25 de maio de 2009.
Mas, logo que o projeto entrar em vigor, não significa que a presidência e a primeira secretaria terão que exonerar comissionados. É que o projeto autoriza uma contratação maior de comissionados para outros setores da Casa. Os gabinetes da terceira, quarta e quinta secretaria podem ter cada um 18 cargos comissionados, por exemplo. Comissões permanentes podem ter até 12 comissionados. Na Casa, existem hoje 18 comissões permanentes, incluindo grupos que ao longo do ano nunca divulgaram atividades.
O presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), reconheceu ontem à FOLHA que houve uma redistribuição dos comissionados: ''Quando a Casa tem uma estrutura melhor, a presidência e a primeira secretaria podem ser reduzidas'', justificou. (C.S.)





