Os órgãos de fiscalização da administração pública de Londrina acompanhados por membros da sociedade civil organizada assinaram no dia 27 o protocolo de intenções para a compor e implantar a Rede Municipal de Controle da Gestão Pública. Essa rede é uma aglutinação de órgãos que visa o controle da gestão pública, com troca de informações, ideias e resultados.
O promotor de Justiça, Renato de Lima Castro, destacou que o objetivo é a fiscalização da gestão por inúmeros meios e reuniões, estabelecendo metas a serem atingidas e por meio delas serão avaliados quais os resultados obtidos disso. "Com base nessas informações será possível diagnosticar os problemas que afligem a cidade e combater a corrupção", ressaltou. Castro criticou a passividade da população por não se empenhar contra a corrupção. "A sociedade brasileira é apática em relação ao controle da gestão pública. A corrupção é um ato humano. Onde existe dinheiro existe corrupção. Precisamos minimizar os efeitos da corrupção no Brasil e em Londrina", afirmou.
O presidente do Observatório de Gestão Pública (OGP), Fábio Cavazotti, ressaltou que o OGP e o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social de Londrina estão propondo implementar uma novidade em relação à Rede Estadual de Controle da Gestão Pública, que é composta apenas por órgãos públicos. "Aqui o Observatório e o Conselho propõem a inclusão da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação Comercial e Industrial de Londrina, que não são órgãos públicos, mas órgãos sociais", explicou.
Serão criadas duas comissões para visitar órgãos que não estiveram presentes para buscar a adesão deles. As entidades voltarão a se reunir no dia 24 de fevereiro para a formalização da rede.

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