Recusa de governador abala acordo PMDB-PSDB
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terça-feira, 02 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - Com a recusa do governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), em concorrer como vice-presidente na chapa do senador José Serra (PSDB-SP), a coligação entre os dois partidos sofreu seu primeiro abalo. Tanto o PMDB quanto o PSDB, que contavam com uma resposta positiva de Vasconcelos para agilizar a campanha eleitoral, foram obrigados a mudar os planos. A formalização da aliança e o anúncio do nome do vice estão adiados.
O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), teve que cancelar a reunião da Executiva nacional ontem destinada a oficializar a aliança e reabrir as negociações internas. A prioridade de Temer é sentar à mesa com o senador José Serra e fazer um balanço da coligação entre PMDB e PSDB nos estados para não serem surpreendidos por problemas locais, principal motivo da recusa de Jarbas Vasconcelos.
Ao mesmo tempo em que estarão administrando as pendências regionais, Temer e Serra vão articular o nome do vice. A meta é que essa operação não ultrapasse os próximos 15 dias, pois o PMDB teme, segundo seus parlamentares, que o PFL entre em ação e reassuma a posição de parceiro principal da aliança governista. A recusa de Vasconcelos, por outro lado, motivou o grupo de peemedebistas que discorda da coligação com o PSDB.
Aproveitando-se da turbulência na ala governista do PMDB, o nome do senador gaúcho Pedro Simon voltou a ser lançado à sucessão presidencial pela ala oposicionista do partido que insiste na candidatura própria. O racha dentro do PMDB, que não agrada ao senador José Serra, voltou à ordem do dia, obrigando o deputado Michel Temer a buscar conversações com esse setor do partido. No entanto, os partidários de Temer afastam qualquer possibilidade de o vice de Serra sair da ala de oposição a FHC.


