Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) traçam um retrato alarmante do País, indicando que a corrupção está enraizada nas estruturas de poder local espalhadas de norte a sul. Os levantamentos da CGU mostram que três em cada quatro prefeituras brasileiras – mais precisamente 77% – estão envolvidas em graves irregularidades, como a recente fraude descoberta pela Polícia Federal na aquisição das ambulâncias. Apenas esse esquema, revelado pela Operação Sanguessuga, atinge um em cada dez municípios fiscalizados. Nas regiões mais pobres do País, o desvio de recursos públicos é feito muitas vezes de forma escancarada, sem o requinte das quadrilhas que se infiltram na administração federal para corromper agentes públicos e extrair vantagens financeiras. De acordo com os relatório da CGU – órgão de controle do governo federal responsável por fiscalizar como as verbas federais são aplicadas nos municípios –, foram detectados centenas de casos de licitações manipuladas, de falsificação de notas fiscais e de prefeitos que contratam empresas de parentes para executar serviços para o município. ‘‘Esses problemas decorrem de 500 anos de corrupção e de impunidade no Brasil. Jamais houve um enfrentamento sério e profissional da corrupção como o que estamos colocando em prática’’, afirma o ministro interino responsável pela CGU, Jorge Hage. Segundo ele, é o trabalho da PF, do Ministério Público e dos órgãos de controle que têm tornado a corrupção mais transparente à opinião pública.

Tem o dever de assistir direta e imediatamente ao Presidente da República no desempenho de suas atribuições nos assuntos e providências que digam respeito à defesa do patrimônio público, ao controle interno, à auditoria pública, à prevenção e ao combate à corrupção, às atividades de ouvidoria, entre outras funções.

De forma objetiva, é quando alguém comete um crime e não é punido.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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