Curitiba - Os recursos federais prometidos para o Paraná em 2006 no Projeto de Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso Nacional pelo Ministério do Planejamento foram duramente criticados ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB). A proposta orçamentária prevê recursos da ordem de R$ 158,9 milhões em investimentos para o Paraná. Requião diz que este valor é teórico. ''Essa é uma transferência teórica. De fato vão vir para o Paraná perto de R$ 100 milhões. A União prova com isso que esqueceu que o Paraná existe. As estradas federais estão abandonadas e nada está sendo realizado de concreto pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT)'', reclamou.
Requião criticou também a previsão de inclusão de recursos no valor de R$ 6,7 milhões para o término das obras do Contorno Rodoviário Leste de Curitiba. ''Esse valor é insuficiente. É pouco mais do que nada'', disse o governador. Ele usou como exemplo o repasse ontem de R$ 63 milhões para que a Prefeitura de Curitiba invista em saúde e em recuperação de obras públicas. Os recursos governamentais fazem parte do Programa Paraná Urbano. Deste valor, R$ 53 milhões serão do governo do Estado R$ 20 milhões a fundo perdido e o restante para ser pago em nove anos (tendo um ano de carência) e com juros anuais de 6,25%. O restante será a contrapartida da Prefeitura de Curitiba (R$ 10 milhões).
Além de cinco postos de saúde básica e uma unidade de saúde 24 horas, os recursos servirão para melhoria do tráfego nas principais ruas do anel central de Curitiba. Ao todo, serão aplicados R$ 26,6 milhões em pavimentação, revitalização e ampliação de vias públicas, num total de 30,8 mil metros de ruas. Os bairros mais afetados pelas mudanças viárias serão: Centro, Santa Felicidade, Boa Vista, Pinheirinho, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Bairro Novo, Cajuru e Boqueirão. ''Estamos dando uma mostra do que é investir em qualidade viária, sem preconceitos partidários'', pontuou Requião. As obras ficarão prontas em dois anos e meio.
Investimentos semelhantes foram feitos em Londrina (R$ 20 milhões em 2004), Ponta Grossa (R$ 13 milhões em 2004), Foz do Iguaçu (R$ 13 milhões em 2004 e R$ 5 milhões em 2005), Colombo (R$ 5 milhões em 2004 e R$ 6 milhões em 2005) e Araucária (R$ 12 milhões em 2005).

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