O Tribunal Regional Federal (TRF), em Porto Alegre, só vai julgar na segunda semana de março o habeas-corpus que pede a liberdade do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi. Preso desde o dia 7 de dezembro de 2000, Paolicchi é acusado de comandar o desvio de recursos da prefeitura. O rombo deve passar de R$ 100 milhões.
Ontem, o juiz Vilson Darós, da 2ª Turma do TRF, recebeu as informações sobre o processo que corre na Justiça Federal em Maringá. Se todos os prazos forem cumpridos, na avaliação do advogado Wagner Pacheco, um dos defensores de Paolicchi, até o dia 10 de março o pedido deve ser julgado.
Pacheco lembra que o habeas-corpus foi requerido sem liminar, o que permite ao juiz do TRF trabalhar com mais tempo. Ele não quis fazer uma previsão do resultado do recurso e menos ainda do depoimento que Paolicchi pediu para prestar na sexta-feira, na Justiça Federal de Maringá.
Segundo o advogado, a prorrogação do depoimento, marcado inicialmente para a semana passada, deu tempo para a defesa analisar o material apreendido em um escritório do ex-secretário. Ele não quis adiantar nada sobre o que será falado ao juiz. ‘‘Não espero milagre, mas quero justiça.’’ O filho do ex-prefeito Said Ferreira (sem partido), que também deveria depor na semana passada, será ouvido através de precatória em Guaíra, onde mora. Ele foi citado por Paolicchi como beneficiário do esquema de desvio.
Outra condição de liberdade de Paolicchi, o vencimento do prazo para a manutenção da prisão preventiva, de 81 dias, também não será concretizada. No domingo o ex-secretário completa os 81 dias presos, mas o prazo está suspenso porque a defesa solicitou perícia em alguns documentos. ‘‘Quando isso ocorre o prazo deixa de ser contado’’, explica o diretor da Vara Federal Criminal, João Claudio Caiçara da Silva.

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