O empresário-doleiro Alberto Youssef completa hoje duas semanas de prisão no 3º Distrito Policial de Londrina. Ele é acusado de ser o dono de uma conta aberta no Banestado de Londrina em nome da empresa fantasma Freitas & Dutra, por onde teriam circulado R$ 120 mil desviados da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) através de uma licitação fraudulenta. Youssef e mais nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsificação de documentos.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ) informou ontem que o mérito do habeas-corpus apresentado pela defesa do empresário para que ele responda ao processo em liberdade deve ser julgado na quinta-feira. Liminarmente o recurso foi indeferido.
O ex-diretor da Banestado Corretora em Curitiba, Gabriel Nunes Pires – também denunciado pela Justiça – será ouvido por carta precatória, mas apenas no dia 9 de janeiro. Segundo o gerente aposentado Wilson Maeda e o superintendente do Banestado em Londrina, José Collete, Pires teria feito o pedido para abertura de 32 contas fantasmas em Londrina, por onde circularam R$ 150 milhões.
A prisão de Youssef foi decretada pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Ribas, que também deferiu o pedido de prisão de João Edson Danziger, Antonio Carlos Neri Romero, o ‘‘Carlinhos’’ – segurança de Youssef – e Eroni Miguel Peres, cunhado do empresário. Até ontem à tarde, os três continuavam foragidos. Na sexta-feira, o advogado Marco Antonio de Souza apresentou pedido de revogação da prisão preventiva de Danziger.
O MP de Maringá investiga as ligações de Youssef com o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi. Em depoimento ao MP, Youssef afirmou que Paolicchi pagou a ele empréstimos pessoais com cheques emitidos pela prefeitura.

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