Recurso adia extradição de bicheiro para Cuiabá
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sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Nelson Francisco<br> Agência Estado 
Cuiabá - O bicheiro João Arcanjo Ribeiro, o Comendador, de 55 anos, permanecerá preso em Montevidéu até o julgamento de recurso impetrado pelos seus advogados. Arcanjo deveria ser extraditado ontem para o Brasil, mas a Justiça uruguaia acatou o recurso e adiou temporariamente a vinda dele para Cuiabá.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou a suspensão temporária da extradição de João Arcanjo Ribeiro. No entanto, a decisão não cancela o processo de extradição. De acordo com o secretário de Comunicação do ministério, Marcos Arbizo de Souza Campos, é necessário que a Justiça uruguaia julgue o recurso para que ele seja liberado ou não para a Justiça brasileira.
O bicheiro já foi condenado no Brasil a 49 anos de prisão. Foragido, preso no Uruguai desde abril de 2003, Arcanjo responde a 16 processos na Justiça Federal por crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, crime contra o sistema financeiro, contrabando, falsidade ideológica e porte ilegal de arma. Ainda responde por oito homicídios, entre eles o do jornalista Sávio Branda, dono do jornal ''Folha do Estado'', morto em setembro de 2002.
Os julgamentos dos crimes começaram em 2003, mas não foram concluídos por causa dos recursos dos advogados do bicheiro e sua permanência no Uruguai. ''A extradição de João Arcanjo é de extrema importância para o Brasil'', disse a secretária Nacional de Justiça, Cláudia Chagas. ''Trata-se de um dos maiores líderes de organização criminosa, condenado pela prática de vários crimes, que cumprirá a pena estabelecida pela Justiça federal em Mato Grosso''.


