Arquivo FolhaSalazar: fatos ‘comprometedores’A aproximação de 5 de abril, definida pela Justiça Eleitoral de Cascavel para a recontagem parcial de votos da eleição de 1996 para prefeito, está acirrando ainda mais os ânimos entre o prefeito Salazar Barreiros (PPB) e o deputado estadual Edgar Bueno (PDT). Salazar foi eleito com 151 votos (ou 0,15%) de vantagem, mas Bueno imediatamente foi à Justiça questionar o resultado, manifestando suspeitas generalizadas sobre o processo de apuração.
Depois de várias contestações e recursos das partes, no final de novembro do ano passado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela recontagem de 28 urnas, embora a coligação PDT/PSDB/PL/PSL, de Edgar Bueno, pretendesse recontagem geral das 399 urnas. O TSE julgou recurso de Bueno depois da coligação PPB/PTB/PFL, de Salazar, ter conseguido reverter no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decisão da Justiça local.
Arquivo FolhaBueno: hora das ‘‘mãos limpas’’
O TRE havia rejeitado pedido de recontagem acatado na instância local. Salazar Barreiros foi eleito com 42.467 votos, ou 39,69% do total dos 107.006 votantes. Em 87 urnas (entre elas, as 28 que serão recontadas) apuradas por uma das juntas, com 23.634 votantes, Salazar obteve sua maior vantagem, de aproximadamente 3%, e em outros locais de apuração as vantagens foram em média de apenas 1%. Bueno levou vantagem (de cerca de 3%) em apenas uma das juntas apuradoras.
Durante e após a campanha, ele e Bueno trocaram muitas acusações sobre a forma de conduta no processo eleitoral, o que agora está sendo novamente revirado. ‘‘Ele tentou impedir de todas as formas a recontagem, mas agora veremos se tinha as mãos limpas’’, diz o deputado. O prefeito entende que o deputado lança dúvidas ‘‘sobre a honestidade’’ dos apurados, e promete revelar fatos ‘‘comprometedores’’ sobre o adversário e seus apoiadores.
Salazar diz que fará a revelação no dia 6 de abril - portanto, um dia após a recontagem -, ‘‘para que não me acusem de querer conturbar ainda mais a situação’’. O prefeito relatou apenas que muitas pessoas que lideraram a campanha de Bueno ‘‘fizeram empréstimos bancários vultosos’’ e por isso não s e conformariam com o fato de não terem chegado ao poder.

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