Curitiba - O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto foi reconduzido ontem ao cargo de procurador-geral de Justiça. Ele era o único candidato e foi eleito com 89% dos votos válidos o que totalizou 495 procuradores e promotores. Houve ainda 41 votos em branco e 22 nulos. Hoje o resultado deve ser encaminhado ao governador Roberto Requião (PMDB) que tem a prerrogativa constitucional de fazer a escolha do procurador-geral entre os indicados pela instituição. A posse acontece no mês de abril.
As prioridades dele nesta nova gestão que vai até 2012 são a atuação nas áreas de infância e juventude, do combate ao crime organizado, da defesa do patrimônio público e do controle externo da atividade policial.
Na área policial a ideia é atuar na fiscalização das delegacias de polícia, no acompanhamento dos delitos mais graves como crimes contra a vida ou praticados com violência. Outra meta é acompanhar os inquéritos policiais. Sotto Maior destacou ainda o projeto do MP Social que é o deslocamento de servidores do órgão para regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como é o caso do Vale da Ribeira, onde o trabalho já é desenvolvido há um ano.
Segundo ele, o MP tem um planejamento institucional com projeção até 2018. ''Pretendemos ter uma atuação eficiente, com técnica e respaldada neste planejamento'', disse.
Para 2010, o Ministério Público conta com um orçamento de R$ 350 milhões equivalente a 3,9% da receita líquida do Estado. No ano passado, o percentual destinado para o MP era de 3,7%. Ele disse que ainda não é o orçamento ideal. Em funcionários, a instituição recebeu 70 promotores substitutos desde 2008 até agora.
Uma inovação para este ano é a implantação do programa de Tecnologia da Informação que terá um investimento de R$ 7 milhões com a presença de 25 novos técnicos da área.
Com a recondução para a gestão 2010-2012, Olympio será procurador-geral de Justiça pela quarta vez. Ele ocupou o cargo nas gestões 1994-1996 e 1996-1998. Ele também é o atual presidente do Conselho Nacional de Procuradores Gerais do Ministério Público (CNPG) desde outubro de 2009.

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