Reconciliação é difícil, mas sai, prevê ministro
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domingo, 17 de março de 2002
Agência Estado 
Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou parte do domingo para discutir com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Guilherme Palmeira, a crise entre o governo e o PFL. Palmeira foi senador pelo PFL de Alagoas e cotado para ser vice na chapa de Fernando Henrique nas eleições de 1994. Próximo do presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), o ministro Palmeira ainda têm bom trânsito entre os membros da cúpula do partido, apesar de ter se afastado um pouco da política após ingressar no TCU.
Ao deixar o Palácio da Alvorada, onde ficou por cerca de uma hora, Palmeira afirmou que está disposto a ajudar o presidente Fernando Henrique Cardoso no trabalho de costurar a relação com o PFL. Entretanto, acha que essa reaproximação não deve ocorrer antes do primeiro turno das eleições presidenciais de outubro.
No momento é muito difícil, depois de uma separação como essa, afirmou o ministro. A possível união entre PSDB e PFL no segundo turno está condicionada, na visão de Palmeira, ao futuro da candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney.Depende da posição dela, se ela vai até o fim.
Roseana tem reafirmado a decisão de deixar o cargo no dia 5 de abril, quando se esgota o prazo de desincompatilização para concorrer nas eleições de outubro. Mas deixou em aberto a possibilidade de disputar outra vaga que não a de presidente. Só posso dizer que sairei no dia 5. Se meu partido quiser a Presidência, estou à disposição, disse.
A pefelista voltou a atribuir a devassa na Lunus a uma armação ilimitada contra sua candidatura.


