Lá se vão quatro meses de discussão e, já quase na metade do ano legislativo, a Câmara de Vereadores de Londrina ainda não se decidiu sobre o futuro do recesso parlamentar. O impasse já rendeu três substitutivos à matéria que defende a diminuição de 90 para 55 dias no período sem sessões ordinárias, por meio de alteração na Lei Orgânica do Município (LOM). A alteração mais recente, e que vai a pauta hoje, modifica mais uma vez a idéia original, ao pedir redução por 45 dias.
  A proposta foi formalizada pelo pedetista Roberto Fu e é uma espécie de intermediação entre a sugestão de 55 dias, defendida por um grupo de oito vereadores, e de 30 dias, solicitada por outros três edis, mas rejeitada em Plenário na primeira votação do documento, no último dia 18.
  Pelo texto que define a redução para 55 dias, o período anual do recesso passaria a ficar compreendido entre 1º de fevereiro e 15 de julho e de 1º de agosto a 20 de dezembro, e não mais de 15 de fevereiro a 30 de junho, e de 1º  agosto a 15 de dezembro. Na prática, isso deve significar cerca de 10 a 12 sessões ordinárias a mais ao ano na Câmara de Londrina. Na avaliação de Fu, entretanto, o ideal é cortar 10 dias do recesso em julho, a fim de evitar o acúmulo de projetos nas últimas sessões do ano. ‘‘Estou otimista com essa aprovação amanhã (hoje), pois Londrina serviria de exemplo a outras cidades. Além disso, é mais tempo para trabalhar e, de quebra, fazer com que não haja tanto projeto polêmico em regime de urgência de uma vez só’’, citou, referindo-se ao verificado em dezembro de 2005.
  Na ocasião, o primeiro turno da discussão foi marcado pela confusão entre recesso e férias. Defensores do recesso de um mês, como Marcelo Belinati (PP), acreditam que esse tempo conduz com a realidade do trabalhador brasileiro, que, pela legislação, tem direito a 30 dias de descanso no ano. Já quem defende 55 dias, como Tercílio Turini (PPS), se esforçou para distinguir uma coisa da outra, além de sustentar que prazo menor inviabilizaria o atendimento da Câmara à comunidade durante o recesso.

  Aprovada a redução – que, para vigorar este semestre teria de ser votada antes de 1º  de julho –, é feita mudança no regimento interno da Casa.

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