Recesso adia planos de CPI em Curitiba
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A corrida dos partidos de oposição ao prefeito Beto Richa (PSDB) pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Curitiba deve ser interrompida esta semana. Na quarta-feira a Casa entra em recesso que deve durar todo o mês de julho. Enquanto isso PT e PMDB tentam angariar mais adesões ao requerimento de criação da CPI. O grupo conta até o momento com apenas seis das 13 assinaturas necessárias para viabilizar o pedido.
''Vamos continuar insistindo até porque a opinião pública não entra em recesso'', declarou o vereador Pedro Paulo (PT). O parlamentar, no entanto, reconhece que as chances de emplacar a CPI são pequenas. ''Vamos retomar esse trabalho na Câmara em agosto, mas já sabemos que há uma orientação da bancada do prefeito de não permitir que existam mais adesões'', diz.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Mário Celso Cunha (PSB), afirmou que havia orientado os vereadores da base a não assinar o pedido. ''Não há a menor chance dessa CPI ser aprovada'', disse.
Ontem integrantes de movimentos sociais realizaram, durante a manhã, uma vigília na Câmara pedindo a adesão de outros vereadores ao pedido. À tarde uma manifestação lembrou as denúncias de irregularidades na campanha de reeleição de Beto na Boca Maldita.
Enquanto não emplaca a CPI, os partidos de oposição investem em outras frentes. Na noite da última sexta-feira, PT, PMDB, PSC, PCdoB e PRTB protocolaram um pedido de cassação do mandato do prefeito Beto Richa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O pedido tem base na suspeita da existência de recursos na campanha eleitoral de Beto que não teriam sido declarados à Justiça Eleitoral.
''Nós consideramos que há elementos suficientes para que se abra uma investigação a respeito'', defende a advogada do grupo, Valquíria Aparecida de Carvalho. Segundo ela, a existência de recursos não declarados pode te prejudicado ''a lisura e a igualdade da disputa''.
Procurado pela reportagem, o advogado do prefeito, Cristiano Hotz, não quis comentar o pedido de cassação. ''Não tivemos acesso aos autos nem fomos notificados'', disse.
Representantes do PT, PMDB e demais partidos que integram a chamada Frente Ampla contra a Corrupção estiveram ontem em reunião com o procurador regional eleitoral, Néviton Guedes. ''Nos colocamos à disposição do Ministério Público para colaborar na investigação'', contou André Passos, presidente do PT Curitiba.


