Receita Federal abre procedimento para apurar contas fantasmas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de abril de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
Três fiscais da Receita Federal (RF) de Londrina estiveram ontem à tarde na sede da Polícia Federal (PF) recolhendo documentos sobre as investigações de aproximadamente 30 contas de empresas fantasmas abertas em agências do Banestado. A Folha apurou que o objetivo é juntar documentos para embasar o procedimento instaurado para apurar possível sonegação fiscal das contas.
Não estamos autorizados a comentar sobre as investigações. Não posso revelar o que estamos fazendo, desconversou o fiscal Paulo Monteiro, ontem à tarde, ao sair da sala do delegado Sandro Roberto Viana dos Santos. Ele estava carregando cinco volumes e centenas de documentos dos inquéritos policiais instaurados para verificar as contas fantasmas. A reportagem tentou entrar em contato com o delegado da Receita responsável pelo caso, Sérgio Gomes Nunes, mas ele não foi localizado.
Quando foi quebrado o sigilo das contas, foi determinado que fosse estendido à Receita. Existe a necessidade de instauração de um procedimento fiscal para apurar possível sonegação fiscal das contas, justificou o delegado da Polícia Federal.
De acordo com as investigações da PF, de maio de 1998 a janeiro de 1999, essas contas fantasmasteriam movimentado mais de R$ 150 milhões. O empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef é apontado como principal responsável pelas contas.
Youssef foi indiciado pela PF em Londrina e Foz do Iguaçu por evasão de divisas, sonegação fiscal e crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária. O doleiro também está sendo investigado em Brasília. Ao todo, Youssef está envolvido em mais de 30 processos.


