Além de supostas irregularidades nas notas fiscais, a Receita também detectou nas contas bancárias de Marcos Valério e de sua mulher, Renilda Santiago, movimentação financeira ''expressivamente'' maior do que os rendimentos declarados no Imposto de Renda. Eles justificaram os depósitos como participação nos lucros das empresas SMPB, DNA, Graffiti e 2S Participações.
A Receita também relata na nota técnica problemas na contabilidade das empresas de Valério. Os livros da SMPB teriam sido apresentados em folhas soltas e sem o registro do órgão competente. Já a DNA teria apresentado os livros registrados na Junta Comercial do Estado de Minas em 16 de setembro de 2005, ou seja, após a abertura do procedimento de fiscalização, iniciado no dia 29 de junho.
Segundo o relator da CPI, não existem documentos contábeis das empresas de Valério entre 1998 e 2002. ''Eles comunicaram que houve extravio, mas desconfiamos que os papéis foram destruídos'', disse Serraglio.
Além de 95 clientes e fornecedores já intimados pela fiscalização da Receita a apresentarem notas fiscais emitidas pelas agências de Marcos Valério, o fisco rastreia eventuais notas frias nos seguintes órgãos públicos que contrataram serviços do publicitário: Prefeitura de Betim (MG), ministérios dos Esportes e do Trabalho, Governo do Estado de Minas Gerais, Governo do Distrito Federal, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa de Minas Gerais. (Folhapress)

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