A perícia nas duas CPUs (de computador) e nas quatro caixas de documentos apreendidas em uma das empresas do ex-secretário da Fazenda de Maringá Luis Antônio Paolicchi já está pronta. O trabalho foi requisitado à Justiça Federal pelo procurador da República em Maringá Natalício Claro da Silva. Foram designados um agente da Polícia Federal (PF) e um auditor da Receita Federal para a averiguação técnica, feita em uma semana na sede da PF.
A identificação dos documentos e dos dados contidos nas CPUs, concluída na sexta-feira, seria encaminhada ainda nesta semana à Justiça Federal. Ontem, a PF fez sigilo sobre o conteúdo avaliado. ‘‘O processo corre em segredo de Justiça’’, alegou a assessoria da PF.
A busca e apreensão dos documentos e das duas CPUs foi requerida pela Procuradoria da República e autorizada pela Justiça Federal no dia 17 do mês passado, junto com a decretação da prisão preventiva de Paolicchi. O procurador acredita que os documentos possam fornecer novos elementos à ação criminal proposta contra Paolicchi por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e peculato.
O procurador Natalício explicou à Folha que, se houver novos elementos que mereçam novas investigações, ele abrirá procedimento em separado. Caso as informações complementem as investigações, elas serão anexadas à ação criminal já proposta e em andamento na Justiça Federal de Maringá. Anteontem, o juiz Anderson Furlan Freire da Silva ouviu o depoimento de três dos acusados na ação, com exceção de Paolicchi, que está foragido.

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