Em correspondência encaminhada ontem à 3ª Vara Criminal de Londrina, a Corregedoria da Receita Estadual informa que apenas 37% do trabalho de revisão de fiscalização de empresas envolvidas na Operação Publicano 1 foram concluídos até agora. A informação foi requisitada pelo Ministério Público (MP) de Londrina, autor da denúncia, que solicitou os relatórios das forças-tarefas da Receita para confirmar provas que já foram produzidas no processo, conforme afirmou o promotor Jorge Barreto da Costa. Este processo já teve audiência para ouvir testemunhas e acusados e está em fase final.
Segunda a Corregedoria, "boa parte das empresas (da Publicano 1) foi incluída na força-tarefa 3", a última a ser iniciada, em outubro passado. O órgão também protocolou relatório minucioso sobre cada empresa autuada nesta fase, cuja revisão já foi concluída ou já há autuações, o que inclui 15 empresas. Outras seis ainda estão sob auditoria e não houve autuações até agora.
No documento, a Corregedoria informa que as autuações referente apenas às empresas mencionadas na primeira fase da Publicano somam R$ 446,9 milhões, sendo que quase metade desse valor (R$ 215 milhões) se refere a uma única empresa – uma distribuidora de combustíveis. O órgão da Receita esclarece ainda que "as revisões abrangem os últimos cinco anos (observado o prazo decandencial previsto na legislação tributária) e não apenas o período objeto dos trabalhos originais de fiscalização revisados que foram realizados pelos auditores investigados".

R$ 1,1 bilhão
Até maio de 2015, as três forças-tarefas da Corregedoria da Receita Estadual do Paraná tinham lavrado R$ 1,1 bilhão em autuações (incluindo imposto sonegado, multas e juros) contra 80 empresas. A maioria sofreu penalidade acima de R$ 1 milhão. Nos relatórios das forças-tarefas, os auditores revisores descrevem em que consistiu a sonegação e a relacionam ao auditor que fez a fiscalização na empresa, acusado de exigir propina para deixar de autuar.

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