Brasília - Os presidentes da Câmara e do Senado estão articulando discretamente a aprovação de um aumento dos salários dos parlamentares até o dia 22 de dezembro, quando o Legislativo entrará em recesso.
Na Câmara, cresce a idéia de que o aumento deve ser mascarado por cortes nos gastos para anular o impacto no Orçamento da Casa e na opinião pública. Se o salário do parlamentar (R$ 12.847,20) atingir o equivalente ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 24.500), como já aconteceu em 2003, a diferença deve ser reduzida na verba indenizatória - R$ 15 mil - que os parlamentares recebem para despesas com o exercício dos mandatos em seus Estados.
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), evita avançar na discussão a espera da conclusão de um estudo que encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a reestruturação dos gastos da Casa.

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