Brasília - O presidente Luiz Inácio da Silva definiu ontem mais uma etapa da reforma ministerial. De acordo com o porta-voz da Presidência, André Singer, retornam à Câmara os ministros Aldo Rebelo (Coordenação Política), do PC do B, e Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia), pelo PSB. A pasta continuará sendo da cota da sigla, que indicou para a vaga Sérgio Resende, presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Romero Jucá (Previdência) assume o mandato de senador pelo PMDB. Já o secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, irá deixar o governo para se candidatar às eleições do ano que vem pelo PT.
A Secom (Secretaria de Comunicação de Governo) deixa de ter status de ministério e passará a ser subordinada à Casa Civil. Com isso, o atual titular, Luiz Gushiken será agora secretário. A secretaria de Direito Humanos também deixa de ter status de ministério e será subordinada ao Ministério da Justiça. Já os Ministérios da Coordenação Polícia e do Desenvolvimento Econômico Social serão extintos e fundidos em uma secretaria especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Relações Institucionais, que será comandada pelo ministro Jaques Wagner.
O ministro Tarso Genro (Educação) permanecerá no governo até o próximo dia 27. Seu substituto, o secretário-executivo Fernando Haddad, que chegou a ser anunciado por Genro na manhã de ontem, ainda não foi confirmado pelo Palácio do Planalto.
Já assessoria do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ainda não descartou a possibilidade do londrinense deixar o governo federal para disputar a reeleição na Câmara dos Deputados em 2006. Segundo a assessoria, o presidente ainda não conversou especificamente com o ministro sobre seus planos para a pasta. ''Haverá uma nova rodada de reuniões na próxima sexta-feira, quando o presidente retorna da viagem à França'', informou. Conforme a assessoria, a expectativa é que Paulo Bernardo permaneça no cargo mas ''o presidente irá tomar a decisão final''. (Colaborou Cristiane Oya, Reportagem Local)

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