Brasília - Na véspera da sessão para a criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) com o objetivo de apurar o suposto esquema de propina nos Correios e no dia em que aumentou o número de apoios à investigação, o chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, Aldo Rebelo, acusou a oposição de abandonar o respeito à democracia e tentar desestabilizar ''um governo legitimamente eleito''. Em declarações cheias de referências a golpes da história que tentaram destituir e que derrubaram Poderes, Rebelo afirmou que a oposição adota o caminho do ''achincalhe'' e da demagogia.
''Se a oposição não tem candidato para enfrentar as próximas eleições, respeite a democracia. Não tente fazer o que fizeram com governos anteriores: são as mesmas forças que tentaram, desde o início da República, tentaram derrubar o governo do presidente Floriano Peixoto, sem sucesso, tentaram contra o presidente Getúlio Vargas, contra o presidente Juscelino, contra o presidente Jânio Quadros, João Goulart, e nós não vamos aceitar esse tipo de jogo'', afirmou.
O ministro afirmou que a direita e a oposição não têm candidato viável para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições e que, por isso, procuram criar um clima de 54.

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