Rebeldes se desfiliam do PRTB
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O imbróglio entre duas alas do PRTB de Curitiba pode culminar hoje com a desistência de 44 candidatos a vereador da legenda ao pleito de outubro. O grupo assinou ontem um pedido de desfiliação do partido. Entre os desfiliados, estão os vereadores da Capital Manassés Oliveira e Mestre Déa, que lideram os rebeldes. Hoje, Oliveira deve comunicar ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o ato de desfiliação dos nomes, o que representará, na prática, a saída do grupo das eleições.
A saída é um protesto contra a coligação entre PRTB e PTB, tanto na majoritária quanto na proporcional. O grupo alega que, na convenção realizada em maio, a maioria decidiu pela candidatura própria à Prefeitura de Curitiba, e chapa pura. Na Justiça Eleitoral, entretanto, prevaleceu a vontade da cúpula do PRTB, que registrou apoio ao candidato do PTB ao Executivo local, deputado estadual Fábio Camargo e Vera Helena Teixeira como candidata a vice. Vera é irmã do presidente do PRTB no Estado, Marino Teixeira. Já os rebeldes sustentavam uma chapa pura para o PRTB, formada por Marinete Silva (candidata a prefeita) e Jocimar Sanabria (candidato a vice-prefeito).
Segundo informações da assessoria de imprensa do vereador Mestre Déa, se a desistência dos 44 candidatos for efetivada hoje, sobram apenas quatro candidatos do PRTB na disputa. O PTB tem 24 nomes inscritos, que junto com o PRTB formam a coligação Uma só Curitiba.
Para a Reportagem, o presidente do PRTB no Paraná disse ontem que Oliveira está ameaçando os filiados. Teixeira alega, entretanto, que a possível desistência do grupo não irá atrapalhar em nada a eleição. Os fracos que fiquem de fora. Nós temos uma prazo para substituir candidatos.
Já Oliveira disse que pessoas ligadas a Teixeira é que estariam telefonando para os candidatos. O pessoal dele fica dizendo que eu já tenho uma secretaria garantida na gestão do Beto Richa e que por isso eu posso desistir da eleição. Mas o nosso grupo está unido, disse. Ele voltou a afirmar que a coligação com o PTB é uma imposição do PRTB nacional e estadual.


