Brasília - O presidente do PT, José Genoino, e o líder da bancada, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), não conseguiram fechar um acordo ontem com congressistas da ala à esquerda do partido para que eles votem a favor do salário mínimo de R$ 260. Cansados de debater com o partido, o grupo quer negociar direto com a equipe econômica. ''A gente quer dialogar com o governo porque pelas mãos, por mediação, do presidente do PT ele não vai mover uma palha para alterar o mérito (o valor do salário mínimo)'', disse o deputado Walter Pinheiro (PT-BA).
A Executiva Nacional do partido fechou questão a favor dos R$ 260 na última segunda-feira e a bancada na Câmara fará o mesmo na próxima semana. A reunião com os 90 deputados federais petistas foi adiada para que Genoino e Chinaglia conversassem primeiro com os dissidentes da bancada. O presidente do PT descartou um encontro da esquerda do PT com a equipe econômica. ''Quem negocia com o presidente da República e com o governo é a bancada, através de seu líder'', disse ele.
Na reunião de ontem foi entregue um documento assinado por 21 deputados e uma senadora do PT, Serys Slhessarenko (MT), pedindo a aprovação de ''R$ 15, R$ 20 ou R$ 40 a mais''. Ciente de que o grupo não vai mudar de opinião Genoino quis fazer, pelo menos, um pacto de não agressão. Durante a reunião, não se falou em sanções aos que votarem contra o governo.

mockup