Realismo
Requião/ Osmar pode pegar?
Rima e é verdade: Requião e Osmar (Dias) pode pegar. Já pegou na primeira eleição de Requião, aquela do estelionato Ferreirinha quando Osmar assumiu o comando em chefe da campanha eleitoral, depois do saque do pistoleiro inventado e acabou se transformando, ao lado de Mario Pereira, vice-governador, nas ruas e nos meios de comunicação no defensor-chave do governador, àquela altura cassado por unanimidade pelo TER, sanção depois revertida na instância superior.
Alega Osmar Dias, confirmando o encontro, inclusive a elaboração de plano de governo, na sua disposição de ouvir todas as correntes e tendências, versão menos engajada do encontro dada por Requião, mas de qualquer forma comprometedora. Osmar, com suas descontinuidades, tem tudo para repetir o cronograma lento que o derrotou anteriormente.
O forte de Osmar está no agronegócio, agredido por Requião na campanha sem fundamento contra a soja transgênica que gerou prejuízos de bilhões ao Paraná e no apoio às tropelias dos sem-terra, braço do petismo que confunde revolução com gincana.
Quem ganha com esse encontro, o senador ou o presidente regional do PDT, levando em conta a versão que cada um deu em vídeo? Certamente, o público não é e pelo fato de apenas ver ampliar o ceticismo relativamente aos políticos.
Realismo
Enquanto a oposição se bate, quem age pragmaticamente é a dupla Beto Richa-Rafael Greca que em solenidade na sede prefeitural se anunciou mais R$ 30 milhões para asfaltar ruas, isso sem falar nas centenas de milhões da Caixa e Banco do Brasil para o mesmo objetivo que não é a prioridade da cidade, bastando que haja uma chuva mais forte para percebermos a falseta, já que se faz muito pouco em termos de drenagem num momento em que se impermeabiliza o sistema viário. Quando Noé estiver aprontando a sua arca, depois de obter grana no BRDE, aprovado o projeto de viabilidade técnica, pois até o Orlando Pessuti esteve no encontro, teremos a resposta.
Crise
A cada momento um sinal da crise na Prefeitura de Curitiba: no disparo, um projeto de reduzir o número de viagens gratuitas dos idosos nos ônibus Ao lado disso, a exigência de renovação anual do cartão para melhorar o cofre da Urbs. Pelo jeito, a próxima versão do Estatuto do Idoso se verá impelida a imaginar novos casuísmos. Austeridade no Brasil é isso : prensa nos velhos, seja na reforma trabalhista e previdenciária. O consolo é o baile da terceira idade porque os bancos não dão crédito a não ser os de praça, já que os da praça proíbem.
Apesar de toda a crise, enunciada naquele plano de demissão voluntária dos funcionários, a Urbs anunciou ontem, até para manter o clima de oba oba eleitoral, a reserva de R$ 22 milhões, como adiantamento às empresas, para o abono de Natal da rapaziada, evitando-se o transtorno de uma greve.
E como o momento é adequado para notícia boa, Rafael Greca anuncia que em 2018 não haverá aumento de tarifa dos ônibus. Também depois do regalo que deu às empresas, brindando-as com as passagens mais caras do Brasil, não havia como. O reajuste fica para depois do Carnaval, se é que, com tudo isso, ainda o teremos.
Pela metade
Prefeitos do Paraná fizeram campanha em Brasília para compensar falta de repasses da União às gestões no vermelho e queria R$ 270 milhões para garantir ao menos o 13º da rapaziada. Vão levar a metade, segundo informes do fim da tarde. É que nem campanha eleitoral: primeiro fica ao menos com um pé do sapato, garantido o apoio às reformas, completa o par. Por ora, leva R$ 125 milhões.
Mais comício
Para completar o dia de comícios, tivemos ainda ontem, data do combate mundial à aids, a visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros, e a entrega a Curitiba do certificado de primeira cidade do Brasil a eliminar a transmissão vertical, de mãe para filho, do HIV. O nobre também é promocional.
Cadeião
O governo estadual pretende recuperar o tempo perdido na questão penitenciária e na superlotação das distritais. Um dos projetos é transformar o 11º distrito em presídio de fato e tocar as unidades de Campo Mourão e Piraquara.
Lula
A polêmica técnico-pericial em torno da autenticidade dos recibos de aluguel (afinal quem tratava do assunto era dona Marisa Letícia e não o marido) foi a causa eficiente do atraso no segundo processo contra Lula aos cuidados de Sérgio Moro. Por essa razão é que se espera para 2018 a segunda sentença contra o ex-presidente.
Folclore
A quase totalidade das vagas de trabalho conquistadas no Brasil, segundo o IBGE, é da informalidade e foi isso que assegurou a queda de 13,3 milhões de desempregados para 12,7 milhões. Isso me faz lembrar o agrado formal que tentam me fazer quando se referem aos meus 86 anos com a frase: "Eu lhe dava no máximo 85!".





