''O valor cobrado é desproporcional à qualidade do asfalto. Pelo que eu tive que pagar, tinham que me oferecer um 'tapete', isso sim''. A opinião é do professor universitário Ivo de Jesus Gregio, 35 anos, e não se difere em nada da de outros motoristas que passaram ontem pela praça de pedágio da concessionária Rodonorte em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana).
O reajuste em vigor desde a zero hora de domingo gerou um misto de surpresa e revolta nos usuários. O professor reclamou do preço cobrado e da qualidade do serviço oferecido para ele, muito aquém do esperado. ''A estrada tem muito defeito: é emenda demais e muito desnível nas pistas'', disse ele, que seguia no sentido Litoral/Maringá.
Outro descontente era o empresário Vilbe Souza, 40, que reclamou comparando as vias e os preços aos que ele enfrentou em Santa Catarina. ''Paguei R$ 3,70 vindo de Blumenau para Ponta Grossa e a estrada era bem melhor que essa aqui'', afirmou. ''A sinalização até que é boa, mas não basta''.
Para o caminhoneiro Célio Rosa, 43, os novos preços que ele terá de pagar em cinco praças da Rodonorte vai comprometer ''seriamente'' o lucro no transporte de cargas. ''Isso que querem da gente é preço de rodovia duplicada'', enfatizou. Gregory Perusseli, 23, também caminhoneiro, se disse ''abismado'' com o aumento. ''É caro e o recape, de tão ruim, sempre dá problema de suspensão no caminhão'', declarou.
A Folha tentou contato com os diretores da concessionária, mas não conseguiu localizar a assessoria de imprensa ontem à noite.

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