A Câmara vota hoje em segunda e última discussão o projeto de resolução que eleva de R$ 4,3 mil para R$ 6,8 mil ou seja, aumento de quase 60% a verba de gabinete para contratação de assessores. Se aprovada, a medida vai representar um acréscimo de R$ 532.678,30 nos gastos com cada um dos 18 vereadores. A redução de três cadeiras no Legislativo londrinense, ano passado, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultou numa economia relativamente baixa frente aos novos gastos que podem vir: R$ 573.408. Para a Presidência, o valor atual de R$ 10,3 mil pode ir a R$ 13,8 mil.
A Folha conversou com alguns vereadores que votaram contra o projeto de autoria da Mesa Executiva, aprovado com 11 votos a sete. Anteontem, o presidente da Casa, Orlando Bonilha (PL), chegou a afirmar que muitos mudariam de posição na sessão de hoje até porque, explicou, é muito bem-vindo o acréscimo de dois para cinco assessores. Marcelo Belinati, do PSL, garantiu que vai se manter na oposição da medida ''por uma questão de coerência''. ''Já tenho hoje cinco assessores e me viro bem com os R$ 4,3 mil'', disse. Questionado se pretende não usar os R$ 2,5 mil a mais a que teria direito, no caso de o acréscimo ser aprovado, Belinati não se posicionou: ''Vou analisar a questão legal do assunto para decidir até porque isso foi muito debatido na sessão secreta de ontem (terça-feira)'', disse.
Outro que votou contra e que assumiu o compromisso de não mudar o voto é o petebista Luiz Carlos Tamarozzi. Entretanto, ele declarou que não vai tentar convencer os colegas favoráveis ao projeto. ''Vou votar contra de novo, mas cada um sabe das consequências de seus atos; é uma despesa que poderia ser reservada ao município'', considerou. Tamarozzi falou que os dois assessores de seu gabinete serão mantidos, bem como o valor atual que gasta com eles.
Mais radical, o vereador Renato Araújo (PP) diz que ''sequer tenho espaço físico para comportar mais gente''. Anteontem, Bonilha havia dito que dois dos assessores seriam comunitários e auxiliariam no trabalho direto com a população. ''Para mim, isso é cabo eleitoral'', enfatizou Araújo. A exemplo de Tamarozzi, ele afirmou que não vai se esforçar para mudar votos de última hora. ''Se vierem me consultar, posso até dizer o que penso, mas não vão fazer isso. É muita gente trabalhando contra'', acredita.

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