Curitiba - A polêmica sobre o reajuste da tarifa do transporte coletivo em Curitiba e região metropolitana virou briga política. O prefeito da Capital, Cassio Taniguchi (PFL), se reuniu ontem com dez dos 13 prefeitos dos municípios da região metropolitana que fazem parte da Rede Integrada de Transportes (RIT) para discutir o aumento e conseguir apoio para pressionar a Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), que é vinculada ao governo Roberto Requião (PMDB), a aceitar o aumento em toda a rede. Cassio não descartou a possibilidade que haja o desmembramento da rede, mas afirmou que isso seria um retrocesso e ele não vai assumir essa responsabilidade.
Durante a reunião, todos os custos que justificam o aumento da passagem foram novamente apresentados pelo diretor de transportes da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), Luiz Filla, e Cassio ratificou que o preço de R$ 1,90 é inevitável e que o reajuste só está dependendo, agora, da Comec. Durante a reunião, Cassio pediu que os prefeitos da região metropolitana ajudem a agendar e intermediar as dicussões entre a Comec e a Prefeitura de Curitiba. ''Isso é uma discussão técnica e não podemos politizá-la. Vamos exigir que a Comec se pronuncie, pois da nossa parte queremos chegar a um acordo'', afirmou Cassio. Porém, no final das contas, o encontro acabou em várias reclamações dos prefeitos em relação aos problemas que enfrentam com a Comec.
O prefeito de Fazenda Rio Grande, Antonio Wandscheer (PPS), afirmou que os prefeitos da região metropolitana, na verdade, não podem opinar, já que as planilhas são feitas pela Urbs e pela Comec e eles não têm acesso a elas. Já o prefeito de Bocaiuva do Sul, Elcio Berti (PFL), em oposição aos presentes, disse que não quer o aumento em seu município.
A briga, que segundo Cassio não é de cunho político, mas sim técnico, começou quando ele passou a prefeitura para as mãos do vice, Beto Richa (PSDB), logo após reajustar a tarifa de ônibus, e Beto revogou o aumento até que tivesse certeza de que era justificado. Beto exigiu as planilhas da Urbs e ficou de analisá-las. Contudo, o vice-prefeito não deu nenhum parecer e passou novamente a questão para as mãos de Cassio. Agora, a divergência que antes era entre a Urbs e Beto, está entre a Prefeitura de Curitiba e o governo do Estado.

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