Cerca de 35 mil servidores públicos federais do Executivo de 18 carreiras terão reajuste salarial, a partir de hoje. O percentual de aumento varia conforme a carreira e pode chegar a 149,26%, caso dos procuradores do Tribunal Marítimo. Outros 8.703 servidores receberão função gratificada que varia de R$ 324 a R$ 3,8 mil mensais. A concessão do reajuste diferenciado para 18 carreiras e a criação da função gratificada, que beneficia cerca de 8 mil servidores dos 320 mil que estão no chamado Plano de Classificação de Cargos (PCC), representa um aumento de R$ 930 milhões por ano nos gastos da União com a folha de pessoal.
Mas o impacto na folha de pagamento da União, este ano, será de R$ 300 milhões, porque o governo vai pagar apenas a metade do reajuste concedido aos servidores das 18 carreiras. Os cerca de 35 mil funcionários destas carreiras só terão o reajuste integral incorporado a seus salários a partir de 1º de janeiro de 2001. Dos R$ 930 milhões de aumento de gastos, R$ 885 milhões serão gastos com o pagamento de reajuste diferenciado das 18 carreiras.
O reajuste diferenciado irá atingir também os servidores aposentados e pensionistas que são das 18 carreiras. Isso irá ocorrer porque o governo federal resolveu incorporar ao salário base a Gratificação por Atividade Executiva (GAE). Com essa incorporação, a base para o cálculo dos anuênios (1% a mais sobre o salário base por cada ano trabalhado) foi ampliada e, por isso, os aposentados vão acabar tendo um reajuste.
A concessão de reajustes diferenciados faz parte da política salarial para o funcionalismo público que vem sendo implementada desde o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, mas não atende às reivindicações dos servidores federais que, em greve há quase dois meses, defendem reajuste linear.

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