O governo não tem uma estimativa precisa de quantas pessoas recebem o salário-família, porque uma mãe com dois empregos, por exemplo, pode receber benefícios pelas duas fontes. Segundo os dados oficiais, são pagos 4,132 milhões de benefícios a famílias com renda até 1,5 salário mínimo, e 2,28 milhões às demais faixas de renda. Para famílias que ganham até 1,5 salário mínimo, o salário-família subirá de R$ 13,48 para R$ 20 por filho; antes, esse aumento só valeria para a renda de um salário mínimo e estaria limitado a três filhos. Para as demais famílias, o valor subirá para R$ 14,09.
Pelos cálculos oficiais, o impacto dos reajustes do mínimo e do salário-família nas contas federais será de R$ 650 milhões além dos recursos previstos no Orçamento - que já reserva, segundo Mantega, cerca de R$ 3 bilhões para elevar o mínimo a R$ 256, o valor necessário para repor a inflação acumulada desde o último reajuste, em abril de 2003. Quando o Orçamento foi aprovado, o relator do projeto, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), anunciou que havia receita suficiente para um mínimo acima de R$ 270.
Segundo o ministro Amir Lando, o déficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estimado para este ano é de R$ 29,5 bilhões.

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