SERVIDORES
Pesada foi a greve, depois o sindicato politizou muito. Se preocupou pouco em fazer política sindical e muito em politizar os ataques ao prefeito e ao PT, capitaneando um grupo político da cidade, que é o grupo ligado ao Belinati, fazendo ações mais preocupados em defender os interesses do grupo político do Belinati do que os interesses dos servidores. Portanto, sem abrir brecha nenhuma para negociões. O que eles pediram no começo do ano não podia ser resolvido. Se eu tivesse sido irresponsável no começo do ano e dado reajuste aos servidores, hoje não estaríamos conseguindo fazer a folha de pagamentos. É uma questão de responsabilidade de gestão e não de política como o sindicato fez.

REAJUSTE
Ainda não sabemos. Acho que a política econômica ainda não está clara nacionalmente para que a gente possa tomar uma decisão, avaliar desde já. Vamos ter a mesma prudência e a mesma responsabilidade na hora de avaliar qualquer pauta de reivindicação como qualquer outra questão que exija aumento de custos na máquina pública.

OBRAS
Acho que uma coisa não tivemos esse ano: propaganda. Não fizemos propaganda e dependemos só da boa vontade de mídia em divulgar as questões. Posso listar aqui dezenas de obras que estão acontecendo em todas as regiões da cidade, obras de qualidade. Não tivemos nem um mês neste ano que tenhamos ficado abaixo da média nacional na geração de empregos, obras estratégicas acontecendo, construção de moradias, asfaltamento de bairros, melhoria na condição da qualidade ambiental da cidade. Empresas se instalando, investidores fazendo grandes projetos. A cidade não só não está parada como está caminhando a passos largos no desenvolvimento, no crescimento do emprego, na qualidade de vida e faltou propaganda. Mas isso também é uma coisa boa, não gastei esse ano com propaganda.

WAL-MART
Espero que venha para Londrina. Já visitei o Wal Mart no ano passado, me reuni com a diretoria, convidei-os a virem a Londrina, levei mapas da cidade e dissemos que em qualquer região que fossem estariam muito bem instalados, mas que eu não admitiria que eles concorressem com o comércio do Centro e nem que fossem criar problemas na nossa estrutura urbana central. Eles sabem disso tanto que o Wal Mart tem regras desse mesmo tipo no mundo todo para eles se instalarem. Pegue aquelas ruas em torno do Colossinho e coloque dezenas de caminhões se movimentando ali de madrugada. Isso é qualidade urbana? Por isso a legislação federal tem uma regra chamada impacto de vizinhança, que tem que ser olhada em qualquer empreendimento desse porte. Segundo ponto: eles são predadores da concorrência do pequeno comércio. Geraria um emprego e destruiria cinco nessa região central da cidade.

DÍVIDAS
A dívida da Vega não foi paga ainda mas não terminei o ano. Se tiver dinheiro vamos pagar. Se não tivermos, não vamos pagar, mas tudo aponta que não teremos dinheiro e que não vamos pagar a Vega este ano e vamos ver o que faremos no ano que vem com essa dívida. Nossa preocupação é fechar o 13º e a folha de pagamentos. É uma dívida de R$ 2 milhões esse ano. Na questão da Cohab/Caixa Econômica é uma dívida antiga, histórica que estamos negociamos. Fizemos uma renegociação e daí abriram novas perspectivas de negociação. Optamos por fazer esse enfrentamento e essa negociação e fomos vitoriosos. De fato estamos equilibrados. Com essa possibilidade de negociação agora é uma tranquilidade, desafoga, dobra o prazo de parcelamento, cai a parcela mensal, dilui isso, dá autonomia para as negociações com os inadimplentes, é uma conquista que estamos tendo.

DÉFICIT
Na verdade o déficit vai ser contábil. Tivemos várias coisas do final do ano passado e pagamos com recursos desse ano. Tivemos essa dificuldade no final do ano passado porque deu uma redução de receita grande. Passou de R$ 5 milhões. Que seria recursos do caixa desse ano. Começamos o ano e achávamos que ficaria em torno de R$ 25 milhões e acho que deve ficar abaixo de R$ 10 milhões. O que é tranquilo, equilibrado para o tamanho que a prefeitura tem. Entramos em 2006 muito mais equilibrados do que estivemos em 2005 em função do desajuste no final de 2004 quando o adversário na campanha aconselhou todo mundo a não pagar impostos. Estamos pagando o preço até hoje daquele momento.

ELEIÇÃO
Estava achando que o nível de confronto político do ano que vem seria baixo em relação dos ataques que o PT receberia. Mas depois que eu vi o programa do PFL contra o Requião na televisão, no último programa eleitoral do PFL, que foi baixaria do primeiro ao último minuto, me parece que a baixaria política que pode acontecer no ano que vem não é em função do PT. É em função do grupo político PFL/PSDB, que foi desalojado do poder depois de tanto tempo que estiveram lá e que estão, de forma desesperada, tentando retomar o poder, seja no governo federal, seja nos estados.

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