Ratinho Jr. ouvirá 'as bases' antes de optar entre AL e Sedu
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terça-feira, 02 de dezembro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Cotado tanto para retornar à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (Sedu) como para concorrer à Presidência da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o deputado estadual eleito Ratinho Júnior (PSC) garantiu que só tomará uma decisão definitiva após ouvir suas bases e receber o aval do partido. Na tarde de ontem, ele participou, pela segunda vez em menos de uma semana, de uma reunião a portas fechadas no gabinete do governador Beto Richa (PSDB), no Palácio Iguaçu.
Recordista de votos - mais de 300 mil - e um dos principais cabos eleitorais do tucano no pleito de outubro, o filho do apresentador de televisão Carlos Massa teria recebido do chefe do Executivo um pedido para ocupar novamente o cargo no governo. Embora se mantenha firme na disputa pela AL, a interlocutores o parlamentar também tem se mostrado mais propenso a retornar à pasta, até como forma de viabilizar seu nome para a sucessão do governador, em 2018. Questões como garantia de orçamento suficiente, em que pese a situação financeira da atual administração, e de condições adequadas para atender aos municípios devem pesar na decisão.
"Ele (Beto) vai anunciar (o secretariado) só depois do dia 20, mas tem dito que gostaria que eu retomasse a Sedu. A gente fez um bom trabalho lá, na ligação com os prefeitos, ajudou bastante na questão dos recursos. É uma avaliação que temos de fazer no coletivo, ouvindo a minha bancada e também o governador. Obviamente, vamos ocupar o espaço onde possamos desempenhar o melhor trabalho", afirmou. O político descartou, por outro lado, a possibilidade de concorrer à Prefeitura de Curitiba daqui a dois anos. "A ideia é apresentar um projeto para em 2018 ser candidato ao governo. É um sonho que eu tenho. O Paraná precisa de novas lideranças, que tenham compromisso com o Estado. Entendo que já tenho maturidade para isso".
Nos bastidores, há tanto quem defenda a permanência de Ratinho Júnior na AL, sobretudo pelo fato de ele ter ajudado a eleger outros 11 deputados, fazendo do PSC a maior bancada, como quem prefira a composição com Beto. Neste caso, outro ponto levantado é um suposto desgaste que o enfrentamento direto com o atual líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), também candidato à Presidência da Casa, poderia causar na base. O tucano disse ontem que, além do PMDB e do próprio PSDB, conseguiu angariar os apoios de PDT, PPS, PSB, PSL e PSD.
"Há uma divisão realmente dentro da Assembleia uma parte me apoiando e outra apoiando o Traiano, mas o governador não se posicionou e isso nos dá a oportunidade de disputar em grau de igualdade", ponderou Ratinho. "É bom lembrar que o nosso caminho seria natural. Agora, não é interesse meu, nem do próprio Traiano, fazer um racha dentro da Assembleia. O momento é de muita conversa."


