Pré-candidato ao governo pelo PSD visitou a FOLHA nesta sexta: "Não vim de um grupo político tradicional"
Pré-candidato ao governo pelo PSD visitou a FOLHA nesta sexta: "Não vim de um grupo político tradicional" | Foto: Marcos Zanutto


O mistério sobre quem seria o companheiro de chapa ideal na corrida ao Palácio Iguaçu em outubro do pré-candidato pelo PSD, Ratinho Júnior, parece estar mais próximo do fim depois da divulgação, pela revista Veja, de uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) contra Edson Campagnollo, presidente licenciado da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), apontado como um possível vice. Entretanto, na passagem por Londrina na tarde desta sexta-feira (13), Ratinho Júnior já estava acompanhado do economista Norberto Ortigara, ex-secretário de Agricultura na gestão Beto Richa e forte candidato a compor a chapa do deputado estadual.

"A convenção vai ser feita dia 21 e estamos trabalhando para que os cargos de Senado, vice e até as alianças nas coligações proporcionais aconteçam no final, porque pode ser que algum outro partido queira vir", afirmou Ratinho em visita à FOLHA.

Questionado se isso já estava resolvido, todos riram. Quem não achou graça do que foi divulgado pela Veja foi mesmo Campagnollo, acusado de malversação dos recursos que passam pela Fiep. Procurado pela reportagem, o presidente licenciado da entidade disse que a declaração da revista foi "muito infeliz" no que, em nota, a Fiep considerou "fake news".

"Bem-vindo à política, me disseram. Mas estou determinado a continuar e sigo à disposição do Ratinho Júnior, bem como de outros candidatos da nossa coligação", afirmou Campagnollo. Os outros possíveis vices são Darci Piana, presidente licenciado da Fecomércio, e Marcel Micheletto, ex-presidente da Associação dos Municípios do Paraná.

Pedágio
Sobre um dos principais pesadelos dos paranaenses, o pedágio, Ratinho disse que a solução para se reduzir a tarifa em até 50%, como disse que é possível o Tribunal de Contas da União, seria abrir a concorrência para empresas do exterior. O objetivo é evitar o conluio "que é o que aconteceu na Lava Jato, a OAS combinando com a Odebrecth e assim por diante", exemplificou. Outra vantagem, na opinião dele, seria exigir que as obras aconteçam logo no início do contrato, o que "foi o grande erro, as obras começaram duas décadas depois". Para garantir transparência, prometeu fortalecer o trabalho da Agência Reguladora do Paraná.

Reforma administrativa

O pré-candidato foi firme ao dizer que reduziria de 28 para 15 o número de secretarias, o que acredita resultar numa economia média de R$ 300 mil por mês por secretaria. "Diminuir o gasto com a máquina pública passa a sobrar dinheiro para investimentos em obras e somente aí fazer ajustes tributários", afirmou. Questionado se cultura é gasto ou investimento, Ratinho escolheu investimento, mas ressalvou: "não acho que haja a necessidade de um departamento só para ela, você pode ter pessoas fazendo políticas públicas num determinado tema sem uma grande estrutura administrativa". Sobre se retornaria às alíquotas do ICMS anteriores ao "tarifaço" de Richa, Ratinho Júnior disse que sim, mas não num primeiro momento.

"O que eu defendo é rever a questão da substituição tributária para alguns setores, em especial o de alimentos, vestuário, que são necessidades básicas da população para amenizar os problemas do micro e pequeno empresário", apontou.

Questionado sobre como quer convencer o eleitor de que o seu governo na prática não será uma continuidade do governo tucano de Richa, do qual fez parte como secretário de Desenvolvimento Urbano, ratificou que não faz parte das famílias tradicionais da política paranaense. "Primeiro, pela minha independência. Eu não vim de um grupo político tradicional. Eu estou num quarto mandato e tive que construir a minha carreira política. Nós fizemos uma bancada de 12 deputados e hoje nós somos 17", disse.

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