Curitiba - O policial civil Délcio Rasera, preso depois de ser acusado de encabeçar uma quadrilha de escuta telefônica, vai ser indiciado pela polícia por posse ilegal de arma de uso restrito. Esta é a conclusão preliminar do inquérito policial comandado pelo delegado Renato Bastos Figueiroa, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que estava investigado a legalidade da grande quantidade de armas e munição apreendidas no escritório de Rasera. Dois fuzis calibre 762 não possuem registro e há armamentos sem o número de série.
De acordo com o delegado, Rasera possui certificado de atirador do Exército e de colecionador e a maioria das suas armas estão registradas no Exército e na Polícia. ''Mas ele tinha algumas armas de uso restrito sem autorização. Isso pode dar pena de reclusão de três a seis anos. Com as armas cadastradas está tudo certo'', explicou. Figueiroa não precisou o número de armas apreendidas e nem quantas eram legais e ilegais. No escritório de Rasera foram encontrados até fuzis AR-15. O resultado das investigações vai ser entregue hoje à Vara de Inquéritos Policiais e depois será encaminhado à Promotoria de Investigação Criminal (PIC) do Ministério Público (MP) estadual.
Figueiroa explicou que agora a polícia vai continuar as investigações para descobrir a origem das armas e também da munição.

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