Rasera é condenado por propaganda eleitoral
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O policial civil Délcio Rasera, pré-candidato a vereador em Curitiba pelo PRTB, foi condenado ontem ao pagamento de uma multa no valor de R$ 21.282,00 por propaganda eleitoral antecipada feita num 'site' na internet. Em 2006, Rasera foi apontado pelo Ministério Público (MP) do Paraná como ''comandante'' de um esquema ilegal de grampos telefônicos. Na época, ele estava cedido à Casa Civil do Governo do Estado.
Pelo calendário, a propaganda eleitoral visando o pleito de outubro só é permitida a partir de 6 de julho. Rasera ainda pode recorrer da decisão em 24 horas a partir da publicação da condenação no Diário da Justiça, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira. A empresa TTS, responsável pela manutenção do 'site', também foi condenada a pagar o mesmo valor em multa.
A decisão é do juiz eleitoral da 177 Zona Eleitoral, Alexandre Barbosa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) foi quem entrou com a representação contra Rasera.
Rasera nega que o 'site' tenha conteúdo relativo às eleições. ''É um 'site' pessoal. Não falo de candidatura.'' Na representação, o MPE afirma que, embora Rasera fale de sua ''história de vida'' no 'site', a divulgação do endereço eletrônico (em matéria veiculada num jornal sobre a pré-candidatura do policial civil) já configuraria propaganda eleitoral.
Em sua defesa, Rasera disse que o procurador do MPE que assinou a representação, Walber Alexandre de Souza, não teria ''isenção'' no caso. O procurador participou das investigações dos grampos telefônicos. O procurador não fala com a imprensa sobre o assunto. Agora, Rasera poderá manter seu 'site', desde que o conteúdo não faça mais ligação com as eleições.
Em 2006, o caso dos grampos telefônicos se tornou polêmico porque adversários do governador Requião (PMDB), então candidato à reeleição, ligaram o nome de Rasera ao do peemedebista. Rasera estava cedido à Casa Civil quando o MP estadual deflagrou uma operação para revelar uma suposta quadrilha de interceptações telefônicas clandestinas. Rasera permaneceu quase um ano preso. Em setembro do ano passado, pouco tempo depois da prisão, ele retornou à Polícia Civil.


