Rangel reclama de trabalhos da CEI da Publicidade
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terça-feira, 07 de agosto de 2007
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) afirmou ontem que existe uma ''má vontade'' da Assembléia Legislativa em investigar os gastos do Executivo com publicidade e propaganda. Rangel se refere, principalmente, ao presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) responsável pela apuração do tema na Casa, Dobrandino da Silva (PMDB). O pepessista, que é o autor do requerimento que criou a CEI, enfatizou que, desde a instalação da CEI não houve ''uma única reunião'' entre os parlamentares. ''Alguma coisa de estranho deve ter acontecido'', provocou Rangel.
Em resposta à acusação de Rangel, Dobrandino da Silva disse que, anteontem, durante a sessão plenária, tentou convocar uma reunião entre os membros da CEI. Mas o peemedebista alega que não teria tido sucesso porque, entre os sete membros da CEI, três não estavam presentes na ocasião.
''Não há má vontade. Mas pelo que eu tenho notado, só o deputado Rangel está com pressa'', provocou Dobrandino da Silva. Ele disse que a CEI foi instalada oficialmente no início de julho e que, logo em seguida, a Casa entrou em recesso. ''Não é tanto tempo assim. A instalação foi feita no final do primeiro semestre. Só estamos voltando ao plenário agora'', argumentou ele. Apesar da CEI ter sido instalada no início de julho, Rangel destacou que sua criação foi aprovada no final de maio.
Dobrandino da Silva disse que irá marcar uma nova reunião da CEI para o dia 14. Ele não quis adiantar a pauta da reunião. Rangel quer incluir na discussão o recente parecer do Ministério Público de Contas a respeito das contas do Executivo em 2006. O parecer trata de supostas irregularidades em gastos com publicidade e propaganda nas administrações direta e indireta. Pelo parecer, parte dos gastos foi efetuada sem a emissão do PADV - documento que autoriza a veiculação.
Em maio, quando Rangel apresentou o requerimento propondo a CEI, ele se baseou num relatório do Tribunal de Contas do Estado que apontava gastos excessivos do Executivo, em 2005 e 2006, com publicidade e propaganda.


