Curitiba - O autor do requerimento que deu origem à CEI da Publicidade e Propaganda, Marcelo Rangel (PPS), ficou de fora do grupo titular, mas anunciou ontem, que fará uma ''investigação paralela''. Na Comissão Permanente de Obras Públicas, Transportes e Comunicação, presidida por Rangel, o pepessista conseguiu aprovar ontem quatro requerimentos relacionados ao tema da CEI. Em um dos requerimentos, Rangel solicita o ''envio da relação dos servidores lotados na Secretaria de Estado da Comunicação Social e o montante dos custos anual da pasta, para o exercício da sua função''.
Rangel também atuará parcialmente dentro da própria CEI. É que um dos titulares do grupo, o líder da Oposição, Valdir Rossoni (PSDB), convidou Rangel para ser seu suplente na comissão. ''É a forma que encontramos de dar oportunidade ao autor da proposta, já que eles eliminaram sua participação. Será um trabalho compartilhado'', disse o tucano. A base governista alega que, pelo Regimento Interno, o PPS de Rangel não teria representatividade na Casa para indicar um membro da CEI. Um ''acordo de cavalheiros'' para ceder uma cadeira a Rangel, como tradicionalmente acontece na Casa em casos semelhantes, não vingou.
Os membros da CEI do Pedágio, instalada semana passada, já tiveram uma primeira reunião. Fábio Camargo (PTB), presidente da comissão, informou ontem que os parlamentares vão aproveitar o recesso parlamentar para reunir documentos. Uma visita à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde corre uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre pedágio, já está confirmada. Camargo pretende organizar ainda ''audiências regionais'' sobre o assunto e estuda a possibilidade de contratar um escritório de advocacia para acompanhar as investigações. O objetivo da CEI do Pedágio é verificar supostos abusos nos valores das tarifas de pedágio no Estado. (C.S.)

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