Raio X da vida do ex-presidente
Arquivo FolhaDurante o mandato, a frase polêmica: ‘‘Prefiro o cheiro do cavalo ao cheiro do povo’’Raio X
Nome: João Baptista de Oliveira Figueiredo
Nascimento: 15 de janeiro de 1918, no Rio de Janeiro
Pais: Euclydes de Oliveira Figueiredo e Valentina de Oliveira Figueiredo Mulher: Dulce Maria de Castro Figueiredo
Filhos: João Baptista de Oliveira Figueiredo Filho e Paulo Renato de Castro Figueiredo
Período na Presidência: de 15 de março de 1979 a 15 de março de 1985
Cargo na hierarquia militar: general-de-exército
- CRONOLOGIA
Abril de 1935 - Começa carreira militar ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio. Opta pela arma da Cavalaria.
Novembro de 1937 - Termina o curso no Realengo como primeiro aluno da turma.
Dezembro de 1938 - Promovido a segundo-tenente.
Dezembro de 1940 - Promovido a primeiro-tenente.
Dezembro de 1944 - Promovido a capitão.
Abril de 1952 - Promovido a major.
Dezembro de 1958 - Promovido a tenente-coronel.
1960 - Ingressa no curso da ESG (Escola Superior de Guerra).
1961 - No governo do presidente Jânio Quadros (que durou apenas sete meses), assume posto, sob as ordens do general Golbery do Couto e Silva, no Conselho de Segurança Nacional. Ainda neste ano, já na Presidência de João Goulart, assume funções de instrutor na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme). A Eceme será transformada, juntamente com o Estado-Maior do Exército (EME) e a ESG, num dos principais redutos de conspiração contra o governo Goulart, tendo Figueiredo como um dos mais atuantes articuladores.
1º de abril de 1964 - Os militares dão um golpe de Estado, depõem Goulart e assumem o poder.
11 de abril de 1964 - O marechal Humberto de Alencar Castello Branco, chefe do Estado-Maior do Exército, é eleito pelo Congresso presidente da República.
13 de junho de 1964 - O novo governo cria o Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão que teria, entre outras, a tarefa de espionar os adversários do regime. Figueiredo, promovido a coronel em agosto, assume, ainda em 64, o posto de chefe da agência do SNI no Rio de Janeiro.
1966 - Castello Branco cassa o mandato do governador de São Paulo, Adhemar de Barros, e coloca em seu posto o vice, Laudo Natel. Figueiredo assume o comando da Força Pública paulista.
15 de março de 1967 - O general Arthur da Costa e Silva assume a Presidência. Aumenta a repressão aos que se opõem à ditadura.
13 de dezembro de 1968 - O governo edita o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que, entre outras medidas, fechou o Congresso, determinou a cassação de mandatos e direitos políticos e estabeleceu a censura à imprensa. À época, Figueiredo chefiou o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (Dragões da Independência), em Brasília.
Março de 1969 - Figueiredo é promovido a general-de-brigada. A convite do general Emílio Garrastazu Médici, assume a chefia do Estado-Maior do Quartel General do 3.o Exército, em Porto Alegre.
Agosto de 1969 - Grave problema circulatório impede Costa e Silva de seguir na Presidência. Assume uma Junta Militar – formada pelos três ministros militares. Começa uma crise entre os militares só resolvida com a escolha de Médici para a Presidência.
30 de outubro de 1969 - Médici é empossado como presidente e nomeia Figueiredo para a chefia do Gabinete Militar, cargo no qual permanece durante todo o mandato.
15 de março de 1974 - Assume a Presidência o general Ernesto Geisel, que promete uma retomada ‘‘lenta, gradual e segura’’ da democracia. Figueiredo torna-se ministro-chefe do SNI, cargo no qual permanece até junho de 1978. Julho de 1974 - Promovido a general-de-divisão.
1977 - Em entrevista à revista ‘‘Veja’’, em junho de 1977, o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Humberto Barreto, interlocutor próximo a Geisel, anuncia a candidatura de Figueiredo à Presidência. O governo procura minimizar o anúncio, dizendo que se tratava de uma opinião pessoal de Barreto. A candidatura Figueiredo passa a enfrentar resistências do grupo do general Sílvio Frota, ministro do Exército, que também disputava a indicação, e devido ao fato de não ter as quatro estrelas como general, consideradas indispensáveis para ser presidente.
29 de novembro de 1977 - Geisel manifesta publicamente concordância com a candidatura Figueiredo.
Março de 1978 - Figueiredo é promovido a general-de-exército.
Abril de 1978 - Convenção Nacional da Aliança Renovadora Nacional (Arena) homologa a chapa Figueiredo-Aureliano Chaves por 775 votos a favor, 25 em branco e dois nulos. No mesmo mês, Figueiredo vai para a reserva, recebendo como general-de-Exército.
Junho de 1978 - Figueiredo deixa o comando do SNI. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), aliado a dissidentes da Arena, contesta a candidatura Figueiredo e decide lançar candidato o general Euler Bentes Monteiro.
15 de outubro de 1978 - Figueiredo é eleito indiretamente à presidência da República por 355 votos, contra 226 de Bentes Monteiro. Em comunicado à população, diz: ‘‘(...) quero apresentar ao povo a mensagem que é a própria expressão do caráter nacional: a minha mão estendida em conciliação’’.
1º de janeiro de 1979 - Extinto por Geisel após pressão da oposição, o AI-5 deixa de valer no País.
15 de março de 1979 - Figueiredo assume a presidência da República.
18 de setembro de 1981 - O presidente sofre infarto e se afasta do cargo. No mês seguinte, médicos de Cleveland (EUA) descartam cirurgia para colocação de pontes de safena. Figueiredo reassume o cargo em 12 de novembro.
15 de julho de 1983 - O presidente se submete, em Cleveland (EUA), a cirurgia no coração para colocação de duas pontes de safena.
11 de junho de 1984 - Figueiredo rejeita iniciativa do senador José Sarney de convocar uma prévia entre os candidatos do PDS à sucessão presidencial. O presidente recusa-se também a indicar um nome a sua sucessão. Sarney renuncia à presidência do PDS.
25 de abril de 1984 - A Emenda Dante de Oliveira, que foi o resultado da maior campanha popular já vista no País, a ‘‘Diretas Jᒒ para presidente, é rejeitada pelo Congresso. Faltaram 22 votos (foram 298 votos a favor e 65 contra) para sua aprovação.
5 de julho de 1984 - O senado Marco Maciel e o vice-presidente Aureliano Chaves retiram suas candidaturas à Presidência pelo PDS e rompem oficialmente com o partido, com o ‘‘Manifesto da Frente Liberal’’.
23 de julho de 1984 - O PMDB e a Frente Liberal formalizam acordo para a candidatura de Tancredo Neves à Presidência, criando a Aliança Democrática.
4 de janeiro de 1985 - Dores intensas na coluna obrigam o presidente a se submeter a uma cirurgia na coluna.
15 de janeiro de 1985 - Tancredo é eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral por 348 votos, contra 180 do candidato do PDS, Paulo Maluf.
15 de março de 1985 - Figueiredo deixa a presidência da República. Ele não vai à cerimônia para transmissão da faixa presidencial a José Sarney, que assumia o cargo interinamente (Tancredo Neves fora internado na véspera da posse e acabaria por morrer em 21 de abril de 1985). ‘‘Estou feliz, muito feliz mesmo’’, diz Figueiredo, antes de deixar Brasília definitivamente e embarcar no Boeing da Força Aérea Brasileira com destino ao Rio, onde voltaria a viver dali em diante.
28 de novembro de 1995 - O ex-presidente é operado para eliminar um aneurisma da aorta abdominal.
4 de julho de 1999 - Internado para exames de rotina – o ex-presidente sofre de problema renal crônico – Figueiredo sente dificuldades para respirar e acaba ficando por 15 dias na Casa de Saúde São José, no Rio.
30 de novembro de 1999 - Problema renal obriga nova internação na Casa de Saúde São José.
24 de dezembro de 1999 - O ex-presidente morre, em sua casa, em São Conrado, no Rio, aos 81 anos.

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