Nos três primeiros meses de gestão, o prefeito Miguel Aguiar já tomou pelo menos três medidas polêmicas. Nomeou a mulher, Beatriz, secretária de Ação Social e a irmã, Cintia Muller de Aguiar, secretária de Saúde. Com maioria na Câmara –oito dos 11 vereadores–, conseguiu aprovar um projeto de lei que destina R$ 1,5 mil mensais à Rádio Araucária, de sua propriedade, com a justificativa de ‘‘divulgação das obras da prefeitura’’.
Ao aprovar o projeto de lei, os vereadores ignoraram a Lei Orgânica do Município, cujo artigo 83 veda qualquer tipo de negócio entre ocupante de cargo público e a administração. ‘‘É a única rádio do município’’, justificou Aguiar. Ele garantiu que o Tribunal de Contas (TC) autorizou essa transação.
Mesmo os vereadores de oposição evitam comentar o fato de o prefeito responder a processos na Justiça. ‘‘Ele vem fazendo uma boa administração’’, disse Pedro Alves da Cruz (PRP). ‘‘Essa decisão cabe à Justiça e o município não pode perder com isso’’, emendou Waldir Pegoraro (PPB). (V.D.)

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