Radicalismo repete passado, diz FHC
Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)FHC com Antônio Britto, que também vai à reeleição, na BR 101: obrasRadicalismo repete passado, diz FHC
Carlos Alberto de Souza
Agência Folha
O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou ontem pela manhã, ao discursar em Osório (RS), os radicalismos que não levam a nada, a não ser à repetição do passado, que não deixou saudade para ninguém que o viveu. Respondendo à pergunta de um repórter, FHC disse que queria rememorar aos brasileiros que só se avança com progresso que seja refletido, disciplinado, com cooperação e generosidade. Quem não pensar assim, pensa contra o País.
O presidente afirmou que o Brasil vai repudiar o radicalismo, sem nominar adversários. Não estou prestando atenção na campanha, disse. Ele fez dois discursos em Osório. O primeiro na BR 101 e o segundo num clube, para 278 dos 476 prefeitos gaúchos, a quem pediu votos: Preciso de vocês para uma grande mudança de mentalidade, para que tenhamos um Brasil solidário, de dignidade.
FHC entregou a ordem de serviço para o início da duplicação da BR 101, orçado em R$ 9,2 milhões, ao operário Paulo Moraes. A duplicação dos 348 quilômetros entre Osório e Florianópolis (SC) deve estar concluída em dois anos, ao custo de R$ 1 bilhão.
Mais de cem pessoas, com bandeiras do PT, PSTU e CUT, manifestaram-se contra a presença de FHC, mas foram impedidas pelo aparato de segurança de se aproximarem do palanque - em Gravataí houve choque.
À tarde, em Navegantes (SC), onde chegou depois de assistir ao velório do pai do ministro Paulo Renato Souza, ex-deputado Renato Souza, em Porto Alegre, Fernando Henrique disse que vem trabalhando pela geração de empregos e pela retomada do crescimento econômico. Depois destes anos reorganizando a economia, começamos a ter possibilidade de frutos melhores, disse.
Em outubro tive que tomar medidas duras, para controlar os efeitos da crise asiática. Mas eu disse que o segundo semestre deste ano seria mais fácil, afirmou FHC. Ele disse que as verbas liberadas ontem para obras já estavam previstas.
(Colaborou Estanislau Maria).
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