Radicais do PT divergem até para formar novo partido
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segunda-feira, 08 de setembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - No fim de 2004 ou em maio. A data para a criação de um partido de esquerda põe em rota de colisão os articuladores. O PSTU defendeu ontem a fundação da legenda só para o fim de 2004 e colocou-se à disposição dos integrantes da oposição petista que quiserem concorrer à sucessão municipal. Já os parlamentares prestes a serem expulsos do PT querem a nova sigla em atividade em maio. ''Dá a impressão que querem engordar mais o PSTU'', reagiu o deputado João Batista de Araújo (PT-PA), o Babá, um dos radicais. O presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, argumentou que é necessária uma longa discussão com movimentos sociais e líderes regionais para a elaboração dos fundamentos e do estatuto da nova agremiação.
''Não queremos, simplesmente, uma nova legenda eleitoral ou um partido controlado por parlamentares'', afirmou Zé Maria. Nesse período - até mesmo nas eleições de 2004 -, afirmou, o PSTU poderá abrigar os descontentes do PT. Os dirigentes do PSTU calculam que, com a ampliação ainda maior da política de alianças dos petistas, muitos militantes e políticos regionais podem deixar o partido na sucessão municipal de 2004.


