O PMDB está à ‘caça’ de novos filiados. Carismáticos, evangélicos e radialistas estão na lista de adesões preferenciais do partido. O anúncio foi feito pelo líder da bancada peemedebista na Assembléia Legislativa, Orlando Pessuti. Segundo ele, esses segmentos da sociedade têm dado ‘‘impulso’’ aos partidos políticos no Brasil.
‘‘São essenciais para qualquer sigla’’, reforçou. Pessuti disse que o PMDB faz um esforço concentrado para atrair filiados. ‘‘O grupo do (Jaime) Lerner, por exemplo, está bem representado nessas áreas’’, considerou o dirigente. Para Pessuti, a busca dos evangélicos, carismáticos e radialistas não deve se restringir a Curitiba, o maior colégio eleitoral do Estado, mas para cidades estratégicas como Londrina e Maringá.
O PMDB tenta, nessa estratégia, recuperar um espaço que já teve, principalmente entre os comunicadores. Ricardo Chab (PTB), Carlos Simões (PTB) e Luiz Carlos Martins (PFL), todos aliados do governo Lerner, já foram filiados no PMDB. Toti Colaço, proprietário de uma rádio em Irati com penetração na região, não conseguiu reeleger-se.
Nos últimos anos, a ‘latinha’ tem se revelado um dos melhores mecanismos na busca pelo voto. Assim como a Igreja, com seus milhares de fiéis espalhados por todo o Estado. Edson Praczyk (PL) e Hidekazu Takayama, ambos pastores evangélicos, elegeram-se deputado de uma hora para outra, tendo como trampolim o púlpito onde fazem pregações.

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