Radialista que acusou Carli faz acordo com a Justiça
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terça-feira, 14 de abril de 1998
Giovani Ferreira 
O radialista Francisco da Silva Lima, de Guarapuava, que nas últimas eleições acusou o deputado federal Fernando Ribas Carli (PPB) de estar usando dinheiro da prefeitura em sua campanha eleitoral, terá que prestar serviços à comunidade por determinação judicial. Ribas Carli, que não conseguiu se eleger, foi candidato a prefeito do município em 1996.
Depois de o processo ter tramitado durante um ano no Fórum de Guarapuava, o radialista, mais conhecido como professor Chiquinho, fez acordo com a Justiça, conseguindo a suspensão condicional do processo pelo prazo de três anos. Chiquinho terá que prestar serviços comunitários e doar cestas básicas a instituições de caridade de Guarapuava pelo período de um ano.
Punição O radialista terá que cumprir oito horas semanais de serviço à comunidade, além de fornecer uma cesta básica de meio salário mínimo para uma entidade assistencial. Caso cumpra o determinado pela Justiça, o processo será extinto automaticamente. Do contrário radialista poderá ser julgado. O professor Chiquinho foi procurado pela Folha em sua casa e na rádio onde trabalha, mas não foi encontrado para comentar o acordo.
Ribas Carli, que já foi prefeito do município entre 1989 e 1992, perdeu as eleições de 1996 para o advogado Vitor Hugo Burko (PSDB). O deputado disse ontem que essa condenação serve como satisfação ao povo de Guarapuava e que a decisão prova que ainda é possível acreditar na Justiça.
Na época da acusação feita pelo radialista, o prefeito era César Franco, atual diretor-geral do Detran no Paraná. Quando prefeito, César Franco pertencia ao PDT. A pena do radialista foi aplicada pelo juiz Irineo Stein Júnior, da 1º Vara Criminal da Comarca de Guarapuava.


