Radialista já foi investigado em 2000
Além de quatro mandatos como vereador, o primeiro suplente de Henrique Barros (sem partido), o radialista e apresentador Antenor Ribeiro (PP), traz no currículo pelo menos dois fatos investigados pelo Ministério Público (MP) em 2000. Em março daquele ano, o MP abriu procedimento administrativo para apurar o uso de dinheiro público na impressão de um livro de autoria do então vereador e no patrocínio de um programa dele na TV.
Ribeiro foi posto em suspeição, à época, pelo Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina. A primeira denúncia dava conta de que 20 mil cópias do livro de poemas e crônicas ''Nunca é tarde para dizer'', usado como material de campanha em 1998, teriam sido pagas com dinheiro dos cofres públicos. Os promotores constataram que notas fiscais do serviço de impressão haviam sido emitidas em nome da Prefeitura de Londrina. A obra trazia menções aos então candidatos a deputado estadual, Antônio Casemiro Belinati, e a deputado federal, Alex Canziani, recomendando que os (e)leitores votassem nos mesmos.
Outra denúncia investigada pelo MP apontava que o radialista teria recebido recursos da propaganda oficial do Município - o prefeito era então Antônio Casemiro Belinati - para um programa de TV. Dois cheques depositados em nome de Ribeiro estavam entre os principais indícios em posse do MP.
Ontem, quase oito anos após as denúncias, o suplente disse que nada se confirmou e reiterou que não recebeu dinheiro público para serviços pessoais. ''O livro foi pago com meus próprios recursos. Também jamais fui agenciador de propaganda, nem na época, nem atualmente'', afirmou Ribeiro, que apresenta um programa de variedades na TV. Dos indícios materiais apurados pelo MP, citados pela reportagem, ele disse não se recordar. (V.N.)





