O apresentador de TV Márcio Mello, de Maringá, reafirmou ontem aos promotores Bruno Galatti e Solange Vicentin, em Londrina, as denúncias envolvendo a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mello acusou o professor Itaicy Mendonça, chefe de gabinete do reitor Jackson Proença Testa, de receber no início de 1997 R$ 8 mil do ex-deputado federal Benedito Pinga-Fogo de Oliveira. O valor corresponderia ao extorno de uma verba de publicidade paga pela universidade para divulgar o vestibular na Rádio Nova Ingá, de propriedade de Pinga-Fogo. O deputado federal Ricardo Barros (PPB), segundo Mello, também é sócio da emissora.
Mello esclareceu aos promotores que apenas uma vez soube de extorno ou lavagem de dinheiro envolvendo a UEL – no caso, os R$ 8 mil. ‘‘Esse valor me causou surpresa porque era muito alto’’, disse – destacando que na época negociava contratos publicitários por, no máximo, R$ 500.
O apresentador também sugeriu uma acareação entre ele e Itaicy. Galatti, no entanto, disse que vai aguardar a documentação de contratos publicitários solicitada junto à UEL para decidir a sequência da investigação. Ele não confirmou se vai pedir a quebra de sigilo bancário de Itaicy.
Mello se adiantou e ontem colocou seu sigilo bancário à disposição do MP. Ele também será ouvido terça-feira por uma comissão de sindicância formada na universidade para apurar o caso. O advogado da UEL, Júlio Rodolfo Roehrig, acompanhou o depoimento de ontem. Itaicy pediu afastamento do cargo enquanto durarem os trabalhos da comissão interna da universidade.

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