Menos de 15 dias após a diplomação e posse, o governador do Piauí, Hugo Napoleão (PFL), enfrenta um processo de cassação por abuso de poder econômico. A ação de impugnação de mandato foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral ontem, pelo procurador eleitoral Tranvanvan Feitosa. Foi também por abuso de poder econômico que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, no dia 8 de outubro, o ex-governador Francisco Moraes, o Mão Santa (PMDB).

O processo correrá em segredo, mas Feitosa adiantou parte do conteúdo. Ele acusa o governador de ter-se beneficiado do apoio do Sistema Meio Norte de Comunicação e da Rádio Tropical. Na sua avaliação, como as duas empresas têm concessões públicas houve abuso de poder econômico. Feitosa acha que seguidas inserções corresponderiam a dezenas de comícios.

Mesmo ingressando com ação de cassação do mandato, o procurador acha improvável que ela seja julgada antes do término do mandato de Napoleão, em dezembro de 2002.

Napoleão disse que não comentaria o processo ''porque ele não existia''. Mas se declarou ''absolutamente tranquilo, porque quem abusou do poder econômico no Piauí já foi devidamente punido pela Justiça Eleitoral'', referindo-se ao ex-governador Mão Santa.

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