Brasília - O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), admitiu que vai trabalhar para tentar unificar pelos menos duas das três representações em curso contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na reunião do órgão, amanhã. Na semana passada, Quintanilha tinha se posicionado contra a possibilidade de junção dos processos. Hoje, porém, salientou que a unificação poderá agilizar as investigações.
A medida, segundo ele, também resolveria outro problema: a dificuldade de encontrar relatores para os processos. ''Encontrar um único relator já está difícil, imagina encontrar um para cada processo'', ponderou. A posição de Quintanilha tem o apoio de alguns senadores, mas não é bem vista pela oposição. Segundo Quintanilha, poderiam ser unificadas as representações de número três e quatro contra Renan e que tratam, respectivamente, da acusação de compra de rádios e jornal por meio de laranjas e a de coleta de propina em ministérios chefiados pelo PMDB.
''Unificar a representação da Schincariol seria difícil porque ela já está em outro estágio'', afirmou o presidente do Conselho de Ética, referindo-se às investigações sobre o suposto favorecimento da cervejaria, por intermédio de Renan, junto ao INSS e à Receita Federal.
A posição de Quintanilha tem o apoio de alguns senadores, mas não é bem vista pela oposição. A reunião do conselho amanhã foi marcada para analisar o parecer do relator João Pedro (PT-AM) exatamente sobre o processo relacionado à Schincariol. João Pedro já avisou que pretende pedir sobrestamento da matéria diante de um consenso de que seria melhor esperar os resultados das investigações que a Câmara dos Deputados está fazendo sobre a mesma denúncia.

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