Quinta-feira. E o Congresso volta a ficar vazio
Deputados e senadores continuam deixando Brasília na quinta-feira e, em massa, voaram ontem para os estados de origem. Alguns mostraram tanta pressa que atravessaram o saguão do aeroporto em grande correria, como Edinho Araújo (PMDB-SP); outros, atrasados, como Ari Magalhães (PFL-PI), foram obrigados a dar uma carteirada para convencer a funcionária a mandar abrir a porta do avião.
Ao ser informado de que não havia mais condição para o embarque, Magalhães mostrou a passagem e a carteira de deputado. Funcionou, e os passageiros tiveram de esperar o parlamentar atrasado.
Todos tinham uma desculpa para a gazeta. O deputado Robson Tuma (PSL-SP) disse que não haveria votação e, neste caso, poderia ir para São Paulo sem problema algum. Mas ele reagiu ao ser fotografado no aeroporto: Vão pegar no meu pé só porque estou viajando, não vão? Ao contrário do que dizia Tuma, houve votação. A Câmara aprovou - pelo voto simbólico - o projeto de lei do Executivo que vai regulamentar o transporte de cargas no País, seja por terra, via férrea, ar ou água. A proposta vai à sanção presidencial. A Câmara aprovou ainda ainda outras três matérias.





